segunda-feira, 21 de setembro de 2009

ENTRANDO NUMA FRIA

Jackson saiu tarde de seu escritório de engenharia, mas como era sexta-feira, decidiu ligar para seus amigos:
- E aí, qual vai ser a de hoje?
- Jackson, tem duas baladas que estão bombando.
- Mas que baladas são essas?
- Bom, tem uma de funck e uma eletrônica. E aí, qual vai ser?
- Vamos, então na música eletrônica. Beleza?
- Nos encontramos a meia noite. Fechou?
- Fechou. Até mais.
Jackson foi para casa, se arrumou e foi pra festa. Chegou à balada e foi dançar e beber com seus amigos. Quando, a certa altura, viu uma moça bonita, resolveu chegar nela. Dançando foi chegando cada vez mais perto e disse:
- Vamos sair um pouco desse barulho?
- Vamos.
- Está a fim de uma bebida?
- Claro.
Eles foram até o balcão, desviando da multidão dançante e Jackson tinha um pressentimento que ia se dar bem:
- Você vem sempre aqui?
- Nossa, mas que cantada velha. Ela responde.
- O que não se faz para falar com uma pessoa bonita como você.
Ele insiste e ela responde:
- Eu vim para cá conhecer a cidade, sou do litoral.
Depois de alguns minutos de conversa fiada, ela pergunta:
- E aí, você está a fim de sair?
- Mas eu nem sei teu nome.
- Não seja por isso, meu nome é Bela.
- Sabe o que é. Eu estou com meus amigos e não ia ficar bem deixá-los sozinhos.
Com uma sedutora, ela insiste:
- Tem certeza? Você não sabe o que está perdendo.
Ele aceita!
No carro em alta velocidade, os amigos de Bela ligaram o som e começaram a cantar exageradamente. Jackson pergunta para Bela:
- Aonde vamos?
Todos começam a rir. Ele estranha e pergunta novamente. Ninguém responde. Nisso o celular de Jackson cai, ele se abaixa para pegar e vê armas debaixo do banco. Um dos passageiros recebe um telefonema falando sobre um assalto que eles iriam fazer. Jackson, aflito, ouve tudo, pois o celular estava em viva-voz. Todos olham para ele e riem muito.

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