sexta-feira, 29 de maio de 2009

DANI - MULHER E AMIGA

A impetuosidade, tomando decisões nos intempestivos momentos, sempre, com uma gota de arrependimento póstumo, tem a marca de quem não se contenta com pouco e procura. Assim é você mulher: Sombra que nos convida a deitar em seu colo e receber carinhos, mar revolto que não aceita barcos que procuram remansos, pois essa tua intempestiva maneira não fica por muito tempo chocando sonhos, faz e não permite que se prolonguem por muito tempo em seu colo. Alça logo ao braço e leva.
Mas, ao mesmo tempo tem um colo morno que convida ao acalento – és, portanto, dicotomia entre e tempestade e a calma -.
Têm nos lábios – além do sabor ardente de beijos quentes e saborosos – palavras que calam fundo, remexendo as entranhas e como coroas de espinhos não permitindo que se durma novamente com elas na cabeça. Tem uma ferocidade verdadeira em falas corretas que perturbam, mas ao mesmo tempo são ternas, acalmam, faz o tempo parar em um claro e escuro que desvenda as minhas vontades e secretos desejos. Esse verbo que tem te faz poderosa, pois amiúde ou as brutas (tanto faz e pouco importa) deixa sempre claro o que pensa, o que quer e o que deseja – isso assusta.
Queria resumir, mas...
Só sei dizer, na verdade, que é assim: dicotomia (sempre), verdade (toda hora), confusa (às vezes), guerreira (eternamente), bondosa (em tudo) e tem aquilo que é imprescindível em uma mulher: o amor imensurável pelo seu ninho e seus filhotes.

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